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“Do mil-réis ao real, muitos zeros foram cortados”.

A história da moeda brasileira tem nove faces, a primeira apagada durante a Segunda Guerra Mundial, como informou O Globo de 06 de outubro de 1912: “O cruzeiro entrará em circulação a 1º de novembro. É a nova unidade monetária do Brasil em substituição ao mil-réis.” Com o corte de três zeros, determinado pelo presidente Getúlio Vargas, mil-réis passaram a valer um cruzeiro.

Desde então, cortar três zeros do valor nominal da moeda passou a ser a primeira solução encontrada pelo Governo para, aparentemente baixar drasticamente a inflação. Em 13 de novembro de 1956, 23 anos depois do fim do mil-réis (na realidade a moeda se chamava real), o cruzeiro também faleceu: decreto do presidente Castelo Branco criou o cruzeiro novo, com valor igual a mil cruzeiros.

Dois anos depois, outro decreto de Castelo Branco fez o cruzeiro novo voltar a ser apenas cruzeiro. Mas, desta vez, não houve corte de zeros. Já em 1º de março de 1986, o presidente Sarney, por sugestão de seu ministro da Fazenda Dilson Funaro, cortou três zeros do cruzeiro, criou o cruzado e congelou preços e salários para tentar debelar a inflação que, nos 12 meses anteriores, fora de 252,6%. Não deu certo. O cruzado morreu.

No dia 16 de janeiro de 1989, quando ministro da Fazenda do Governo Sarney era Mailson da Nóbrega, cortaram mais três zeros da moeda nacional, criaram o cruzado novo, congelaram preços e salários. Não deu certo. Quando o presidente Fernando Collor assumiu, em março de 1990, a inflação dos 12 meses anteriores já chegara a 6.077,4%. O Plano Collor, elaborado pela ministra da Economia Zélia Cardoso de Mello, sepultou o cruzado novo e exumou o cruzeiro. Não deu certo.

O cruzeiro ressuscitado na era Collor teve vida curta, pouco mais de três anos. No dia 2 de agosto de 1993, o presidente Itamar Franco, por sugestão de seu ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, cortou três zeros da moeda, que passou a ser chamada de cruzeiro real. Menos de um ano depois, morria o cruzeiro real: em 1º de julho de 1994, ainda durante o Governo Itamar, foi criado o real, em vigor até hoje.

 

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